Quem sou eu

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Sou alguém assim, quase sem definição, nem grande nem pequena, sou do tamanho certo, a minha cor é da cor que o dia me pinta...

terça-feira, 7 de junho de 2011

Vida/Morte (escrito em 31/01/2011)

O que é a vida? A quantas vidas temos direito? E a morte? Ainda prefiro acreditar que a morte nada mais é que um portal para uma forma de vida diferente e desconhecida. A cada dia que passa percebo que a morte na verdade s torna o nascimento para uma nova vida, uma vida mais plena de saberes, de informações sobre nós mesmos.

Ontem percebi o quanto já fui pequena e o quanto ainda sou, o quanto em mim ainda só é grande o egoísmo. Como ainda sou pequena para as coisas de Deus. Como ainda sou infiel...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

LIXO (escrito em 28/01/2011)

Alguém vê na minha face o que eu sinto? Alguém além de mim consegue vê? Agora entro no banheiro, tiro o batom, lavo o meu rosto, na tentativa de lavar de mim também a tristeza que sinto. Me sinto nua sem meu caderno aqui.
Sinto a falta dele que conheci há dois anos. Ele sem defeitos como o conheci, ou pensei conhecer. Hoje sinto uma dor que não consigo explicar. Sinto vontade de dormir, dormir, dormir... sinto um medo, algo tão grande, tão grande que não sei dizer, escrever, transcrever... sinto vontade de esfregar meu corpo nesta folha e deixar que ela sinta o que eu sinto também.

Por que não posso simplesmente morrer?...

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Árvores (escrito em 24/01/2011)

Na estrada, vejo poças d'água. Na estrada vejo árvores, vejo uma ávore torta que F. dizia ser dele, mas já nem sei se é dele ou se é minha, todos os dias passo e me encontro com ela, olho para ela e me lembro dele, olho para ela e penso nele. Todos os dias olho para ela por ele. Uma casa então passa por mim... e as plantas, as chuvas e as plantações. Algo me embebeda na estrada. Algo me transforma. Algo me faz luz apagada que só eu vejo.