Quem sou eu

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Sou alguém assim, quase sem definição, nem grande nem pequena, sou do tamanho certo, a minha cor é da cor que o dia me pinta...

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Há quatro noites não consigo dormir. O meu orgulho está entalado na garganta. Me sinto em relação à você como se tivesse me matado em prol da sua vida. Tô mal. Pior, tô arrependida de mim mesma, não posso negar isso. Sou sensível (é isso? Só isso?) embora não pareça e pra falar a verdade nem eu sabia que era assim...







.... Você conseguiu me matar usando as minhas próprias mãos...


(In)Constante (escrito em 01/06/2011)

A cada passo que dou em frente, sou arremessada a um passado mais distante de mim. Não sei se isso me tranquiliza ou me amedronta, só sei que isso acontece. Sou fruto, produto, soma desse passado ameaçador...

Sou mesclada de cores claras e escuras, porém tudo, tudo muito cinza, que na sua mistura incessante me produzem e reproduzem a cada novo dia de intenso passado.

Aí então, a subjetividade me afoga, me sufoca na busca de algo mais objetivo dentro do meu EU guardado a sete chaves. É... EU sou essa (in)constante transformação. Sal, doce, tudo se mistura dentro do meu corpo suave, pequeno e tempestuoso.




Decepção (escrito em 03/06/2011)

Às vezes a decepção nos assola e nos invade por todas as extremidades e orifícios do corpo. É algo tão profundo e mesquinho que abala as nossas mais sólidas estruturas... amigos que não são amigos, irmãos que não são irmãos, filhos que há muito deixaram de ser...

Amigos não meus, mas de um interesse próprio e íntimo. Estou cansada de viver uma vida que nem de longe é minha. Hoje sou triste, não tenho amigos, tenho apenas interesses a cumprir.

Tenho gosto de lodo na boca e no coração!