Quem sou eu

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Sou alguém assim, quase sem definição, nem grande nem pequena, sou do tamanho certo, a minha cor é da cor que o dia me pinta...

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Flor dos meus cadernos... (escrito em 10/10/2011)

Eu sei que meus textos alimentam a sua fome de leitura, mas infelizmente aqui, mal posso levantar a cabeça e pronto, já me ocupei. Estou com saudades de ti, flor de perfume colorido, ok, ok, cinza! Mas colorido...
Se eu te falar, você nem vai acreditar, meus cadernos andam abandonados em bolsas e gavetas, tento, juro a você, mas não está dando. Sinto falta dos seus fios e dos nossos papos despreocupados, eu com minhas lamentações e você só ouvidos e compreensão.
Escrevi hoje, agora, somente para você e ninguém mais. Psiu! É verdade, em breve não serei mais a mesma! Talvez, nem serei eu mesma!!

Cansaço Pleno (escrito em 10/10/2011)

Quantos textos tenho perdido ao longo dos dias. Quantas palavras engolidas pelo cansaço, pelo sono, pela vida e a correria de um dia-dia estreito pelas obrigações do trabalho, e pasmem, me distraio somente em sono agora.
Obviamente o meu cansaço não é maior que o de ninguém, mas é só meu e eu nunca estive tão plena dele. Meu dia, que pena, já nasce cansado, acumulado do cansaço do dia de ontem que adormeceu também com acúmulo de outros cansaços de dias anteriores.
Mas de cansaço, dele mesmo, não morro não, me chateio às vezes de não poder fazer aquilo que gosto e me dá  prazer. Sinto falta sim, das horas vagas de outrora, mas o cansaço me faz plena do trabalho que realizo, aprendendo e tropeçando a cada novo dia, mas cheia de orgulho de mim mesma e dos meus feitos!!!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Brisa ( escrito em 09/08/2011)

A brisa me beija, suave e suculenta. Beija-me os braços e o pescoço, sopra-me os cabelos e deleita-se nas minhas curvas. Sua sensação cintila-me com felicidade e fidelidade falsas, porque ao tempo que me ama, também me trai em outros cangotes e regaços de peles tão macias quanto as minhas.

Esse vento me traz lembranças e saudades de um tempo em que vivíamos juntos noites afora a alegrar-nos apenas com sorrisos, murmúrios e luares... naquelas noites de praças e bancos de jardins, noites de calçadas. Ainda bem, que naquela noite de festa eu não te beijei, pois o nosso beijo haveria de ser dado assim, no silencioso abraço de almas...